Mostrar mensagens com a etiqueta 1º ano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1º ano. Mostrar todas as mensagens

13 setembro 2007

De regresso

Pois é, cá estou eu de volta aos posts...

As férias vão correndo (arrastando-se) e a única nota digna de registo é mesmo a minha casa ter sido atacada por moscas da fruta... Depois do raid, biokill e tudo o resto, decidi tomar o assunto em mãos e matá-las à paulada com um jornal...

O modo de férias deixa-me preguiçosa até para escrever aqui, por isso depois de Lanzarote ainda não tinha mandado postas. Aproveito por isso para dizer que sim senhor, as férias foram muito boas, apesar de os vulcões a espreitar por todo o lado meterem respeito! Se acham que não, vejam lá este menino!






Se não me engano, este "menino" foi o ´responsável pela última grande transformação da ilha. A erupção, por volta de 1730, criou um manto de lava de 20 km que se estende até ao mar!

Como dá para perceber, a paisagem é bastante diferente, ou não fosse Lanzarote uma ilha vulcânica! Fizemos um tour pela ilha, seguem os pontos de destaque.








O mar, claro. Água mais quente (mas não quentinha) e convidativa.





A entrada de Cueva de Los Verdes, uma gruta de lava transformada, como tantos outros pontos da ilha, em atracção turística por Cesar Manrique. Foi descoberta por nativos, quando procuravam refúgio de piratas que chegavam à ilha, estrategicamente posicionada. E dentro dela está o mais bem guardado segredo de Lanzarote... Mas para saber qual é, só indo lá!


Já agora, aproveito para dizer que a ilha vive mesmo e quase exclusivamente de turismo. Antes de se ter tornado num destino de férias, era extremamente pobre, sobretudo devido à escassez de água. O problema foi contornado com a dessanilização da água da mar!








Pois é, andei de camelo-ou-melhor-dromedário. O peso de consciência passou só quando o guia explicou que estes animais só existem ainda na ilha devido às voltinhas dos turistas... Vida de camelo!




Numa curta paragem para prova de vinhos, tirei esta foto às vinhas locais. Estes "socalcos" estão, claro, em solo vulcânico, em La Gería.





Cá está um dos locais mais fantásticos da ilha!!! É o El Golfo, uma cratera vulcânica com uma lagoa no seu interior. Como podem ver na segunda foto, continua-se com o mar.







Esta foto, tirada à altitude de um dromedário, serve para ilustrar o símbolo de Timanfaya, o parque dos vulcões (ou, como eles dizem, as montanhas de fogo).








Timanfaya... Deixa-nos sem respirar. A música mais apropriada é mesmo a de 2001, odisseia no espaço, que pelo que percebemos ao guia foi em parte aqui filmado... Mas na internet nada o confirma.

Claro, o pior da viagem... É sempre o regresso!




23 agosto 2007

Antes do ano novo

Como sabem, para mim o ano novo é em Setembro. Faço anos e começam as aulas - or it used to be that way. E o dia de hoje, 23, dia de São receber e que por isso de certa forma marca um fim do mês antecipado em extractos de conta, parece-me um bom dia para balanço.

No início das férias entrei quase em desespero. É normal. Experimentem viajar em modo ultra-sónico e passar depois para a carroça de bois e digam-me se gostam. Mas a carroça é bucólica, calma, abana e a gente lá se vai habituando a ela.

Percebi que me tinha finalmente habituado a estas férias quando voltei a passar pelo hospital, a caminho de casa da L. e percebi que não iria conseguir ir para lá. Que aquele é o meu destino, mas não hoje, não agora. E depois de ter feito as contas (2 meses x 6 anos = a fazer o curso em menos 1 ano) e me ter irritado com a aritmética do Verão, abraço agora este tempo com os neurónios em pousio e percebo que, finalmente, tenho tanto para fazer com ele que nem sequer sei se ele me vai chegar.

Passei também pela fase da nostalgia, como os mais atentos devem ter percebido pela estranha lista de temas em cima. Genéricos do Tom Sawyer, Dartacão, Ana dos Cabelos Ruivos, entre outros, e a descoberta de um blog ainda mais nostálgico fizeram as delícias dos meus sorrisos por umas horas.

Pelo meio, Prof. Karamba deixa este artigo para a malta se rever. É verdade, agora as coisas são mais virtuais, há aulas para download e trabalhos feitos via msn. Vantagens desta nova geração com quem convivemos diariamente.

Entretanto, parte da minha geração faz renascer o espírito beatnik em modo voluntário. São imensos por esse mundo fora. Escrevem, pintam, compõem, fotografam, dão. Um espírito incrível. Sempre que vagueio pelos blogs sinto-me presa à cadeira, mas depois penso que daqui a uns anos posso fazer disso um modo de vida, nem que seja uns meses por ano.

Olho para trás e é tudo uma loucura. Parece que foi ontem que estava em pulgas, sem saber se tinha ou não entrado, se as décimas na média iam ou não chegar e de repente, puff!, primeiro ano feito. Nunca, nunca me arrependi e duvido que algum dia isso aconteça. Sinto a segurança de quem está no lugar certo, sabem como é?

Enfim e por fim vou ter umas férias decentes, Férias com F grande! Sábado vou com o J para Lanzarote, 1 semaninha tropical, prometo tirar fotos e assim os mais curiosos (ou melhor, mais curiosas) depois vêem também o novo visual dele ;) Fica já o aviso feito, de Sábado a Sábado vou estar sempre offline, para mails e tudo!

Bom, volto a postar depois das Férias...

where you been

Houve uma altura na minha vida em que ocupava o tempo a escrever sobre música. Por razões várias, mas sobretudo por ser fora de época, nunca cheguei a escrever nada sobre este álbum, mas sempre o quis fazer. É a lei do eterno retorno. Chegou a altura de o fazer.
Para Miss B. (miúda)


Dinosaur Jr

Where you been

Editado em 1993, Where you been é o meu álbum preferido dos Dinosaur Jr, a Fénix do indie rock que recentemente voou até Portugal. Não vi o concerto. Não tenho pena. Cada música na altura certa. Vi o J Mascis há uns anos (já perdi a conta…) no Hard Club e essa, sim, foi a altura certa – apesar de que, confesso, devo ter sido a única pessoa a gostar do concerto.

Where you been é uma ode às relações que nunca começaram, às que só existem na nossa cabeça e, sobretudo, às que acabam. Para que não restem dúvidas do que aqui se trata, o álbum abre logo com as guitarradas de Out there,. “.. I know you’re gone. I hope you got some friends to come along. I know you’re out there. I know you’re gone. You can’t say that’s fair. Can’t you be wrong? I feel ok. Sure, that’s not what people say. Maybe they’re wrong? Maybe you weren’t on my side all along?...” Uma afirmação em solos de guitarra, a raiva e o institinto de sobrevivência a darem o mote.

Já em Start Chopin a conversa é outra. “… Didn't say it's not ok But we aren't dealin' the same way I ain't tellin' you a secret I ain't tellin' you goodbye It's the last thing on my mind Still you won't let things unwind Spinnin' tight around your head Can't you hear a word I've said? I waited as long as I could If you need it, sure I would, that's fine I'm takin' away a lot of stuff I'm tellin' you it's rough but not goodbye…” Esperança numa ruptura não definitiva? A bateria trota que sim ao longo de todo o tema.

Mas a vida continua em What else is new“I'd like to see you In the morning In the evening But you need a warning (…)I'd like to see you Don't you miss it? Lied again today And now I wish that You'd believe me when I need to You should be weary, I would if I were you (…)You got things to do So, what else is new” Continua por vezes mais depressa para uns do que para outros, sobretudo quando a distância deixa pouco mais para dizer ao telephone do que olá, tudo bem…

Finalmente, uma luz. É preciso continuar. On the way. Deve ter sido dos temas que menos ouvi. Apesar das letras, o Where you been não é um álbum lamechas, mas este é, parece-me o tema mais rock do alinhamento. (Já agora, do modo lamechas encarrega-se Mascis no soberbo álbum a solo Martin + me, quiçá mais recomendável para a leitora “you don’t rock” a quem dedico este post) “I'd like to come and see you But what's it worth to know? Promise you'll make it easy You won't get me to go(…)Gone away. On the way I want to let you go(…)I've been a wreck so long, it's hard to pull it out Look to me, I feel the fool again.” A culpa e a insegurança do fim da relação, as cartas ridiculas,…

Ok, enganei-me. Not the same. Um lamento, quebrado aqui e ali por tons quase fúnebres… “And I know it's not the same, there's no blame Still I bother you And you say it's not true, dear, it's mine to fear We won't coexist- Any way you're not the same, it's the blame Follow along through It's a lingering that comes through me Does it come to you? Are we really through? Any guy would do this thing for me It's not much to ask Why can't you? I'm not gonna say I've had my way Miss your song tonight What else can I do?” (Já agora, vale a pena procurar a letra por inteiro…).

Funeral feito, há que fazer uma ode em tom primaveril com Get me. “You're not gonna get me through this are you (...) Anytime I'm there to show you But if it takes too long I know you Out the door just leavin' me screwed And it's on and on Everytime I try to fight it It's so hard to seem excited And if you don't turn then I'll bite it And it's on and on” Porque nos conhecemos bem demais; porque com a idade somos mais selectivos e, sobretudo, mais cínicos. E porque, feitas as contas, todas as relações têm tudo para não dar certo.

Cinismos à parte, temos drawerings. A verdade por debaixo da pele. “Do you know that it's alright? I been thinkin', seein' that's not how it's gotta be Ain't sayin' if it's worth the fight I'm a space but you can count on me to save your place And I know it's all to do with you and me (… ) Did you know I heard your voice? When I call to see if you're around, I have no choice Then the news is in my face Took a step to let the feeling go and lost my place (…)” Como encontramos o nosso lugar sozinhos, quando sentimos que ele é ao lado de alguém?...

Hide. “Damage setting in tell me where you been try not to ask again breakouts i can't defend twisted messages i send” Novamente a fúria da guitarras a fazer-se ouvir e a revelar uma verdade que se quer esconder. Por princípio ou medo.

Goin Home (é mesmo assim, não está mal escrito) é uma das minhas musicas preferidas. As guitarras apaziguam-se. E não há nada a dizer, é uma canção perfeita, desculpem-me a imodéstia no que se refere a este meu gosto em particular. E a letra vai toda no fim

Para acabar I ain’t saying. “Run outside, my house is burnin', your house is light up, now I'm learnin', it's not a good sign, wheels are turnin' and they're rollin' home to you. Left a few things I'll be back for, it's a drag, still need a few more when you're scratchin' at the back door and I'm rollin' home to you. Scratch it off, it won't stop peelin'. But you're hooked, you just stopped dealin', don't need walls you need a ceiling 'cause you're floatin' off again” Não te disse nada do que te escrevi, tudo o que deixei foi por puro esquecimento e não uma deixa para te rever. E agora, olho-me no espelho e sorrio. Conheço demasiado bem os meus próprios esquemas.

(Por fim, uma pequena nota para dizer que, na contracapa do álbum e na espécie de poster que se obtém ao desdobrar o booklet, há um desenho fabuloso, a fazer lembrar O Medo, de Munch)


In the place you said you'd meet me, I don't see you hanging around -I'm goin' home- If that's all you ever tell me, seems you don't wanna be found -And I'm goin' home- Don't come over, I can't get lower No more meetin', I been beaten Got a blast of what I should be busy doing. Yes, I'm lost -I'm goin' home- I want to tell you that I miss you, but I'm pissed you blew me off -I'm goin' home- No more meetin', I been beaten Go ahead fake it, I can't shake it I breath all alone I need nothing, I can do By the pound the tension's mountin' wrapped around me feelin' tight -I'm goin' home- If you're castin' out some psycho, you'll need me. Tantrum? I won't bite -I'm goin' home- On a day that's burnin' this crazed, don't tempt me 'cause I might -I'm goin' home- If it's gonna be the last time, well then maybe it's alright -I'm goin' home- It's inside, but go ahead fight it I've about had it, go ahead grab it I can't take it, go ahead fake it I breath all alone for you I need and you know it's true I breath all alone for you I need nothin', I can do People tell me that you miss me and I guess I'm doin' fine

07 agosto 2007

Ai as férias...

Estou, portanto, de férias. Depois da primeira euforia do não ter nada para fazer, depois de ir a uns jantares, acabar o livro que estava a ler e actualizar a visualização dos filmes que estavam na calha há mais tempo, confesso, estou farta.

Atingi o modo vegetativo no seu estado mais pleno: aquele em que nos aborrecemos por não estar a fazer nada, mas em que também não temos forças para fazer em concreto coisa alguma .

Pelo que, ontem à noite, virei-me para o pc. Descobri que num teste de qi em inglês sou génio e noutro, versão mais curta, em brasileiro, sou, bem, assim a dar para o burra. Tenho todos os sintomas de um workaholic digno desse nome mesmo não tendo ainda começado a trabalhar e, apesar de insistir no estilo de vida sedentário e de não conseguir largar o tabaco nem por de lado o stress, ainda assim, tenho uma idade real de menos 5-6 anos. Curioso, hem?

É claro que ainda não consegui fazer algumas coisas que devia, como por exemplo arrumar e organizar a papelada toda que anda por aqui espalhada. Livrei a mesa, apaguei mb, talvez mesmo gb de medicina do pc, isso sim, agora a minha estante continua a parecer alguém com palhinhas a saírem pela boca. Analogia estúpida, eu sei, mas não se esqueçam que ando a vegetar e este post é uma aventura para os neurónios semi-adormecidos.

De modo que gostei do cartoon. É que pelo andar da carruagem, eu não me reformo, estão a ver...

26 julho 2007

Mergulho

É assim que me sinto, mergulhada num mar de papelada, livros, atlas e dossiers. Como alguns de vocês sabem, tive a brilhante ideia de ir fazer melhoria a Anatomia... Depois de 1 semana de férias, seguida de 1 semana em modo motor gripado, lá veio o stress a fazer-me mover. O estudo não tem sido intensivo e desconfio mesmo que não vou subir anota, logo se vê, mas confesso que estou farta de estar enfiada em casa no meio do mar anatómico...

Enfim, depois de deixar a neio o plexo braquial para almoçar, verti uma lata de atum num prato, tomate a acompanhar e vim para aqui ler este blog: http://sverelativo.blogspot.com/ Por um lado é cruel, dá vontade de fazer voluntariado europeu... Por outro lembra-me que há outras coisas no mundo que, se tudo correr bem, ainda vou conhecer e viver.

Outro escape, mais à mão, tem sido a redescoberta da música Disappointed in the sun, dos dEUS. Não sei há quantos anos a conheci, mas é daquelas músicas recorrentes na minha vida, com um significado diferente em cada regresso ao ouvido. Fica um extracto da letra:

Under the sea, is where I'll be
No talking 'bout the rain no more
I wonder what thunder will mean,
when only in my dreams
the lightning comes before the roar
Under the sea, down here with me
I find I'm not the only one
Who ponders what life would mean
if we hadn't been so disappointed in the sun

16 julho 2007

Sugestão




Running with scissors (Retalhos da minha vida) é um daqueles filmes em que se pega sem saber bem porquê - bom, no meu caso sei porquê, na capa dizia qualquer coisa como "não tente perturbá-los, porque eles já estão). E revelou-se uma óptima surpresa.


Baseado nas memórias pessoais de Augusten Burroughs, Running with Scissors é uma comédia dramática sobre a família, os laços que nos únem e a loucura, sempre presente em doses mais ou menos expressivas em cada um de nós.


Augusten (Joseph Cross) vive com o pai alcoólico (Alec Baldwin) e a mãe (Annette Bening), uma poetisa frustada com aspirações ao estrelato e reconhecimento público. É quando a mãe de Augusten começa a consultar Dr. Finch (Brian Cox) que a sua vida sofre uma reviravolta, pois acaba por ser adoptado pelo psiquiatra da mãe e a sua excêntrica família. O enredo constrói-se em torno das relações que Augusten vai estabelecendo com a família Finch, ao mesmo tempo que tenta manter a mãe à tona e encontrar-se consigo mesmo. Com a participação de Gwyneth Paltrow e Joseph Fiennes, entre outros, e realizado por Ryan Murphy (o mesmo de Nip\Tuck), Running with Scissors é um daqueles filmes que nos faz rir mas, ao mesmo tempo, nos comove. Imprevisível e cheio de momentos caricatos, pode também servir como porta de entrada à obra de Augusten Burroughs - pelo menos, despertou-me a curiosidade...


Site oficial aqui

14 julho 2007

Curtas

As cadeiras todas feitas e estes raios de sol com taxa UV capaz de assar um frango despenado a correr na Trafaria são a combinação perfeita para me sentir em férias. Isto apesar de ter tido a minha primeira experiência como trabalhadora - penso que correu bem, obrigada. Um envelope com dinheirinho ganho com suor do próprio rosto sabe sempre bem, melhor ainda se for o primeiro!



Depois do inevitável vazio pós exames (nada de pouco habitual em mim, confesso), entrego-me à agradável tarefa de actualizar a minha cinemateca pessoal. Depois de ir ao cinema ver o Shrek 3 no fim de semana passado, ontem vim, finalmente, o Babel. Muito diferente do que estava à espera, mas excelente e sério candidato à lista dos meus filmes preferidos.



Quanto à música, depois de descobrir que Anatomia e Chopin combinam perfeitamente, sobretudo nas horas lúdicas da vizinha do lado (que são todas, já agora, excepto quando dorme), e à falta de um balanço do mês passado, continuo a ouvir (com menos frequência, é certo) Sol Seppy; a Fireworks do Whitest Boy Alive anda em repeat há já vários dias; Massive Attack voltou a fazer parte do menú diário e há ainda uma musiquinha em português... É da Viviane, descobri-a na Antena 1 (estou a ficar cota...) e acho que a grande maioria dos que se derem ao trabalho de a ouvir não vão gostar :) Mas aqui fica...



http://


Já agora, aproveito para dizer que há um gato novo que se deleita no telhado da garagem ao lado da minha casa na Terra do Nunca que parece ter sido desenhado pelo Princepezinho. Ah, e um desabafo: Pergunto-me se a minha vizinha saberá o quanto estou completamente faaarrrtaaaaa da ouvir a voz dela (e o resto...).



Por fim (e já me calo...):



Governo regional da Madeira proíbe IVG na ilha
As mulheres madeirenses que queiram realizar abortos ao abrigo da nova lei, cuja regulamentação entra domingo em vigor, deverão ter de sair da região (...)




(para ler o resto da estupidez, por favor clique aqui)


Pergunto-me se tal medida virá acompanhada da distribuição gratuita de preservativos ou de uma campanha em prol da abstinência....

07 julho 2007

ESTÁ FEITA


Olá a todos, sobretudo a quem deu apoio moral e não só nesta saga anatómica :D.


Anatomia está feita e fiquei com 15, apesar de no início ter bloqueado e não me lembrar do nome dos ossos do antebraço! ehehe Mas enfim lá me acalmei e falei como deve ser! Seguiu-se uma curta celebração com os que tiveram paciência para aguentar o meu estado de euforia em pseudo-férias :P


Força aos que ainda não fizeram e para todos os que cá vêm e andam fora destas andanças médicas, agora estou mais soltinha para conversas e cafés ;)
P.S.: O Dr. continua Mcdreamy e a oral nem foi foi Mcnightmare :P

27 junho 2007

Futuros médicos, medos presentes



(publicado originalmente no blog postsecret)

At least we think about it...

24 junho 2007

Deserto


Sábado à noite... E eu aqui... Fechada. Capas à frente, netter ao alcance, rouviere e pina nas imediações... Não saí por ter que estudar... A casa está deserta, a net está deserta, a minha cabeça também... E ao fundo acende-se a sinapse do neurónio que começa a debitar os ramos do trigémio...
Tou farta de anatomia.... (e ainda falta tanto.... um deserto para percorrer... cheio de veias, artérias, músculos, ramos, raminhos.... AAARRRRGGGHHHHHH!!!!!!!!!!!!)




Imagem de Declan Mccullagh aqui

21 junho 2007

walk away?

Ben Harper - Walk away

Oh no- here comes that sun again. And (that) means another day without you my friend. And it hurts me to look into the mirror at myself. And it hurts even more to have to be with somebody else. And it's so hard to do and so easy to say. But sometimes - sometimes, you just have to walk away - walk away. With so many people to love in my life, why do I worry about one? But you put the happy in my ness, you put the good times into my fun. And it's so hard to do and so easy to say. But sometimes - sometimes, you just have to walk away - walk away and head for the door. We've tried the goodbye so many days. We walk in the same direction so that we could never stray. They say if you love somebody than you have got to set them free, but I would rather be locked to you than live in this pain and misery. They say time will make all this go away, but it's time that has taken my tomorrows and turned them into yesterdays. And once again that rising sun is droppin' on down And once again, you my friend, are nowhere to be found. And it's so hard to do and so easy to say. But sometimes, sometimes you just have to walk away, walk away and head for the door. You just walk away - walk away - walk away. You just walk away, walk on, turn and head for the door

19 junho 2007

(yesterday)

You keep your cards so close to your chest
You're making me confused

It's hidden deep what you need to address
If you want it to resume

Aching and longing never ending fireworks
Let it be, let it be, let it be oh baby let it hurt

The heat is on for the action to speed up and tension to ease
We could keep talking but only be certain through physical means

Patience is just another word for getting old
Resolution just as impossible as letting go

Is there a hint of a vulnerable you there a drift in your eyes
Could it be that the sharp and the blunt side have shifted this time

I wanted you, you wanted me but he was there
Now let it be, let it be, let it be oh baby let it bare

Whitest Boy alive
Fireworks


(Today)


You walked into my house last night
I couldn't help but notice
A light that was long gone still burning strong
You were sitting
Your fingers like fuses
Your eyes were cinnamon

You said you stand for every known abuse
That was ever threatened to anyone but you
And why should I know better by now
When I'm old enough not to?

While every line speaks the language of love
It never held the meaning I was thinking of
And I can't decide over right or wrong
I guess sometimes I need the place where you belong

Some may sing the wrong words to the wrong melodies
It's little things like this that matter to me
Others feel that you should stand
For every known abuse to hand
And all the things that they could never see

You said you stood for every known abuse
That was ever promised to anyone like you
Don't you wish you knew better by now
When you're old enough not to?

When every line speaks the language of love
It never held the meaning I was thinking of
And I can't decide over right or wrong
You left the feeling that I just do not belong

(Do not belong, do not belong, do not belong)

One drink too many
And a joke gone too far
I see a face drive like a stolen car
Gets harder to hide
When you're hitching your ride
Harder to hide what you really saw

Oh yeah, you stand for every known abuse
That I've ever seen my way through
Don't I wish I knew better by now?
Well I think I'm starting to

When every line speaks the language of love
It never held the meaning I was thinking of
And I've lost the line between right or wrong
I just want to find the place where I belong

Why should you know better by now
When you're old enough not to?
I wish I knew better by now
When I'm old enough not to

Beth Orton
Stolen Car

18 junho 2007

Yes, i've seen it again

'>http://

How many times? 5, 6?
Every time i see this moovie i feel... Well, i don't know. Let's just say it makes me feel more romantic than usual.

How long do we need to understand who's the right person for us? And how do we understand that? Do we all have a "jesse" in our lifes, even if we get to see him/her more often?

A part of the film that i really enjoy is when they talk about sex and realise how easy is to talk about it now. Because, it's true, right?, we all get a little more perverted as time goes by...

If you haven't seen it yet, do it.

P.S.: i'd fall just for the talk :P

17 junho 2007

O outro lado do espelho


Uma coisa engraçada é que, se reparem, conseguimos sempre ser muito taxativos em relação às outras pessoas. Sem grandes hesitações, sabemos que a fulana A. é espalhafatosa, a B. politiqueira, o gajo X divertido, etc...

Já no que toca a falar de nós, o assunto complica. E... Que dirão os outros de nós? Como será que nos vêm/descrevem? Quais as palavras que usam para nos explicar?

Ou por outra, como é a nossa imagem reflectida no espelho dos outros?

Fica o desafio para uma cadeia de comments ao perfil de cada um e ao anterior- se é que haverão loucos interessados em participar (mas aposto que pelo menos uma resposta vou ter :P ).

The way i see me in 10 words:

Insegura, desconfiada, altruísta, teimosa, crítica, amiga, idealista, persistente, um pouco obcessiva e louca q.b.

Next!

16 junho 2007

i had it coming...


Help, I have done it again

I have been here many times before

Hurt myself again today

And, the worst part is there's no-one else to blame


Be my friend

Hold me, wrap me up

Unfold me I am small I'm needy

Warm me up

And breathe me


Ouch I have lost myself again

Lost myself and I am nowhere to be found,

Yeah I think that I might break

I've lost myself again and I feel unsafe


Be my friend

Hold me, wrap me up

Unfold me I am small

I'm needy

Warm me up

And breathe me


Be my friend

Hold me, wrap me up

Unfold me

I am small

I'm needy

Warm me up

And breathe me

(Sia - breath me)

(Foto http://www.e-panaphobia.com)

'>www.youtube.com/v/D1eFsJ1u4aY">

15 junho 2007

De ressaca....

E não bebi!
Pois é, ontem pela primeira vez fui a um jantar de curso desta nova licenciatura (tks to L who paid for the inscrition :P ). Estou com uma dor de cabeça daquelas, mas foi por uma boa causa!
Os jantares por aqui são muito diferentes dos de Coimbra. Há comboinhos e karaoke (!!!), o espírito é outro e dancei todo o tipo de música (não dou pormenores, tenho uma reputação a manter - ahahaha). É claro que nos "effe-erre-á" me deu aquela nostalgia e olhei para o tecto à procura de capas a saltar. Mas, como em todo o lado, as pessoas transfiguram-se e soltam-se completamente, o que é engraçado.
Bom, no próximo lá estarei. Para já, tenho mesmo que me agarrar à anatomia.
P.S.: L/Barriguita (for the fun), L/Karamba (for the dancing) & C/Thalassa (for showing up) u r the best!!! :D

14 junho 2007

DNA sem intrões e exões?

Partes do ADN humano que se julgavam adormecidas afinal estão activas 14.06.2007 - 09h36 Ana Gerschenfeld

Quando, em Abril 2003, ficou concluída a leitura da totalidade do genoma humano, os cientistas tinham perante os seus olhos um gigantesco livro de instruções (com três mil milhões de "caracteres") para a construção do corpo dos homens e das mulheres. Mas ainda estavam longe da meta: conseguir decifrar a língua em que esse livro está escrito para perceber exactamente como é que as diversas partes do corpo são fabricadas - e como, por vezes, as coisas correm mal, dando origem a doenças.
(...)

Numa primeira fase, os 35 grupos de investigadores de 80 instituições espalhadas pelo mundo que integram o consórcio - liderado pelos National Institute of Health (NIH) norte-americanos -, decidiram olhar para apenas um por cento do ADN, escolhendo cuidadosamente as partes que iriam analisar mais a fundo, para testar estratégias que permitissem identificar outros elementos funcionais do genoma. O objectivo pode parecer modesto, mas não é: a prova disso é que o batalhão de cientistas envolvidos demorou quatro anos a completar o trabalho, que hoje culmina com a publicação de um grande artigo na revista "Nature" e mais 28 "artigos companheiros" na revista "Genome Research".Mais: as surpresas que o estudo desta pequena fracção do genoma já revelou deixam vislumbrar que, para além de algumas respostas, irão sobretudo surgir muitas novas perguntas, cuja resposta irá pôr em causa a visão convencional do ADN.Para já, há "a descoberta de que a esmagadora maioria do ADN no genoma humano é transcrito para moléculas funcionais, chamadas ARN, e que estas transcrições apresentam grandes zonas de sobreposição em relação umas as outras", explica um comunicado dos NIH. Ou seja, grandes zonas que repetem as mesmas sequências genéticas. "Os novos dados indicam que o genoma contém muito poucas sequências inutilizadas", diz o mesmo documento. Porquê? Mistério. Mas o certo é que, de uma penada, morre assim o conceito de "lixo" no ADN. "Tornou-se claro", diz John Greally, do Einstein College of Medicine, num artigo de comentário na "Nature", "que existe uma organização em grande escala do genoma". O genoma não é apenas uma colecção de genes independentes, mas uma rede complexa, dentro da qual os genes são apenas uma categoria de actores.
Notícia completa aqui
Agora imaginem só a quantidade de estudos laboratoriais com resultados - adinal - não tão fidedignos como se julgava...

11 junho 2007

Há vida para além da Medicina...

Mesmo em plena época de exames!

Tive exame hoje e outro há exactamente uma semana. Agora já "só" falta a oral de Anatomia.... Pelo meio consegui ir a casa, descansar um bocado e, como tive visitas no fds, aproveitei para sair e espairecer um pouco. Soube mesmo bem!
Hoje o resto do dia vai ser de descanso (que chato!... ), ver o gato fedorento que ontem ficou a gravar e organizar a casa, para preparar o próximo mergulho.
É engraçado, agora estudar é tão diferente do que já foi...

06 junho 2007

Como pegar numa música

Terrível, irritante e, bom, basicamente horrível e torná-la numa grande música....

OU

Como seria o staying alive (sim, essa mesma, daqueles gajos com voz de falsete cujo nome i shall not write in my own blog) caso o nick cave e o cash tivesses ido juntos pró Texas beber whisky. Ou o cave sozinho. Ou o cave com o iggy pop.... Nah, o nick cave sozinho. Ou então... Vá, já chega, oiçam :P

param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AzKXq8-cdPU">

05 junho 2007

1º exame - balanço


(imagem daqui)

Estão a ver aquelas gaiolas de hamter todas pró, com 2 ou 3 espaços e um tubo colorido a fazer comunicação entre eles? Pronto, esse tem sido mais ou menos o meu habitat nos últimos tempos, sendo que Jaula 1 é a Faculdade, Jaula 2 casa e o tubo.... O meu carro azeitona, claro!!! Ou a auto-estrada, se preferirem. No espaço de 15 dias tive 3 curtas tentativas de fuga da jaula: sexta-feira café, sexta a seguir jantar fora, feira do livro depois do exame. Mas a jaula tem poder aspirante (palavras caras, a menina, agora, hem, armada em srª drª, hem??) de maneira que depressa voltei.




Entretanto, o stress e as sinapses neuronais de frequência horária acima da média diária (moléééééculas, com que então, a menina das moléculas a querer meter-se no meio dos sr.s dr.s, hem???, com que então??!!!) provocam, como muitos dos que estão aí desse lado já tiveram o (des)prazer de presenciar, uma moca natural de efeitos hilariantes. Mas desta vez, quer pelo poder de antecipação, quer pela intensidade, foi memorável.




(1 a.m.)


J: Vais ficar quanto tempo mais q estudar?


Eu: Nuummmm seeeiiiiiiiii......




(2 a. m.)




J: Ainda ficas muito tempo?


E: Sei láaaaaaaaaaa.....




(3 a.m., depois de muita braquicardia, hipóxia hipobárica, lasers e oscoliscópios)




J: Ainda vais ficar a estudar muito tempo?


E: Ok queres a versão optimista ou pessimista?


J: Hum? Sei lá, as duas?!....


E: Versão optimista: até adormecer por cima dos livros. Versão pessimista: mais 10 anos.


HHHHHHAAAAAAHHHHHAAAAAHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA


Mais 10 anos!!!!! HIHIHIHIIHHIIHIHIHIHIHIHIHI Mas quem é que no seu perfeito juízo se mete a tirar um 2º curso (ahahahhaahhah) ainda por cima (hihihihihihihi) de Medicina? (ahahahahahahahaha). Ainda por cima (fase de já estar agarrada à barriga) de LIVRE VONTAAAAA-AHAHAHAHA-DE-HIHIHIHIH