Tentei dar a este blog uma nova cara, mas nem a nova maquilhagem o salvou. A vida vai acontecendo, vai mudando e há coisas que perdem o sentido.
Deixo-o por aqui, pode ser que ajude alguém por aí que também queira voltar à escola um dia. Se for esse o caso, força.
Desde que entrei para Medicina, a minha vida mudou. Tenho amigos novos. A minha relação não sobreviveu. Há coisas que se perdem e ganham no caminho. Mas nem por isso ele deixa de ser o certo.
Vou procurar novas paragens para desabafar sobre esta aventura.
Não me interpretem mal... Eu acho fantásico que se aproveite a formação base de pessoas na área da saúde e se dê a oportunidade de se tornarem médicos, com um curso em versão expresso que dispensa as burocracias capitalistas das equivalências. Fantástico mesmo e só é pena não estar a funcionar há anos.
O problema é este: se falamos em pessoas já inseridas no mercado de trabalho, não seria importante dar também outro tipo de apoios?
Pelo que já vi, fazer uma licenciatura em Medicina e trabalhar em full time ao mesmo tempo é, no mínimo, heróico (se é ou não realmente impossível, fico à espera para ver). A Porta 65 está fechada a cadeados para quem não tem um rendimento mensal, por isso apoios à habitação também estão de parte. Bolsas ou incentivos monetários de qualquer tipo não existem. Como já disse aqui algures, tirar uma 2ª licenciatura, como eu esotu a fazer, é estar completamente fora do sistema (basta dizer que já não pertenço ao agregado familiar - quem diria?). Mas, até agora, era uma opção de cada um, que não estava prevista, digamos assim, logo era de aguentar.
Por fim, o estatuto de trabalhador estudante, depois do abuso de muitos, foi alterado e dificulta agora e muito a vida dos poucos que precisam realmente dele.
Num país onde há falta de médicos, pergunto-me se isto (abrir o curso e desenrasquem-se) será qb.
Quem vai então conseguir tirar esta licenciatura?
Os heróis, por certo; e aqueles (poucos) que a família pode sustentar mais uns aninhos...
E ainda não é desta que teremos Medicina for all..
Para dizer a verdade, já há uns tempos que tenho, mas ainda não lhe chamo minha. Quanto conseguir andar por lá às escuras e acender as luzes sem bater com a cabeça nas paredes e as tactear às cegas, eu aviso.
Consequência das mudanças: o Guyton pareceu-me um peso pluma!
Fica agora uma musiquinha apropriada para o dia de ontem...
18 junho 2008
The plan it wasn't much of a plan
I just started walking
I had enough of this old town
had nothing else to do
It was one of those nights
you wonder how nobody died
we started talking
You didn't come here to have fun you said:
"well I just came for you"
But do you still love me?
do you feel the same
Do I have a chance
of doing that old dance
with someone I've been
pushing away
And touch we touched the soulthe very soul,
the soul of what we were then
With the old schemes of shattered dreams lying on the floor
You looked at me no more than sympathy
my lies you have heard them
My stories you have laughed with
my clothes you have torn
And do you still love me?
do you feel the same
And do I have a chance of doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again
You lost that feeling
You want it again
More than I'm feeling
you'll never get
You've had a go at
all that you know
You lost that feeling
so come down and show
Don't say goodbye
let accusations fly
like in that movie
You know the one where Martin Sheenwaves his arm to the girl on the street
I once told a friend that nothing really ends
no one can prove it
So I'm asking you now
could it possibly be
that you still love me?
And do you feel the same
Do I have a chanceof doing that old dance again
Is it too late for some of that romance again
Let's go away, we'll never have the chance again
I take it all from youI take it all from youI take it all from youI take it all from you I take it all from youI take it all from you
A casa das Abóboras, melhor sala de exposições da zona Norte. O amor encontrado nas alturas nevadas. A Bina que me tirou o medo das garras a encher-me as ventas de pelo. O leilão a patrocinar viagens, que espero que tenha sido um sucesso.
As 4 amigas portuguesas de Nova Iorque, as 3 cidades a separarem o que a amizade une. As lágrimas, as revelações, os sofás na varanda, as fotos tremidas.
Vi tudo de fora, mas trouxe tudo comigo.
A Beringela a tornar mais saudável o Campo Alegre. As palavras que ficam por dizer com tudo que um olhar transmite.
O Porto.
A. "Charlotte"P., M. "Samantha"B. , P. "Carrie"S.. AN e PA do outro lado da cidade. Os amigos.
Depois de ouvir esta música no fim de semana e de dar atenção à letra, hoje de manhã acordei a cantá-la.
Ai que ninguém volta ao que já deixou ninguém larga a grande roda ninguém sabe onde é que andou (...) Ao largo ainda arde a barca da fantasia e o meu sonho acaba tarde deixa a alma de vigia
Ao largo ainda arde a barca da fantasia e o meu sonho acaba tarde acordar é que eu não queria
Provável que n responda no msn, pareça anestesiada ao atender o téle e tenha rasgos de antipatia com quem me falar em coisas como jantaradas, noitadas, concertos, etc Provável que esteja sempre com pressa e pareça paranóica aos poucos que se cruzarem comigo.
Vou mergulhar. Levo os livros, folhas e mais folhas, canetas às dezenas e tenho o armário abastecido de café.
Com esta polémica toda que teve como conclusão recebermos a bela notícia que o nosso PM vai deixar de fumar - parabéns, mas n é nada comigo e já todos os fumadores disseram "Decidi deixar de fumar", por isso a melhor das sortes - ficamos a saber q é proíbido fumar em todos em todos os transportes rodoviários, ferroviários, bla bla.
E, pergunto eu, no meu carro, não posso fumar? Vejam lá hem?!?!
Não fosse a C., ainda eu por esta altura não conhecia a (os) Deolinda.
Grupo de Lisboa, os Deolinda apostam na recriação da canção tradicional portuguesa, do fado ao corridinho, com sentido de humor, lingua afiada e espírito crítico. A excelente combinação do contra-baixo com as guitarras, aliada à criatividade musical e à performance e voz de Ana Bacalhau, tornam Deolinda num sucesso garantido e, sobretudo, um deleite e um vício. Atentem na belíssima letra de "Não sei falar de amor", riam-se com o "ai, rapaz" e desassociem-se do "Movimento Perpétuo Associativo", proposto como "novo hino nacional" no showcase que fui ver à Fnac.
Por mim, estou rendida, viciada e à espera de os ver de novo ao vivo. Para já, o CD roda no carro e no mp3. Fica um vídeo que uma alma caridosa pôs no youtube, com alguns momentos do concerto de apresentação no São Jorge, esta semana - eu fiquei em casa, pelos motivos do costume... E nem sequer foi um "Vão sem mim que eu vou lá ter"!!! Outras oportunidades surgirão, por certo.
(O pior é que uma pessoa habitua-se a elas e, à excepção das que passam na 2 - a maioria, felizmente - corre o risco de lhes perder o rasto ou simplesmente enjoar - quantas veze ligaram a TV fora de horas e estava a dar pela enémisa vez um episódio da série anterior do House?)
Há momentos em que a vida nos deixa para trás. Segue o seu curso, prega partidas, faz de nós o que quer. Acontece sem que possamos pensar, escolher, decidir. Não podemos dizer sim ou não. A vida acontece e pronto. Nessas alturas, reagimos a tudo de forma automática e, quando paramos e olhamos para dentro, vemos uma densa nuvem de pessimismo e tristeza. Somos tentados a deixar que essa nuvem tome conta de nós; afinal, aconteceu assim, já não há nada a fazer. Sempre achei que as piores coisas da vida são aquelas que não podemos controlar. E há coisas que não podemos controlar mesmo.
No entanto, a maneira como lidamos com o que acontece, isso sim, podemos controlar. Com coragem, força e determinação, podemos afastar a nuvem. Puxar a vida pela mão e seguir em frente.
Sometimes, I feel the fear of uncertainty stinging clear And I can't help but ask myself how much I let the fear Take the wheel and steer It's driven me before And it seems to have a vague, haunting mass appeal But lately I'm beginning to find that I Should be the one behind the wheel
Whatever tomorrow brings, I'll be there With open arms and open eyes yeah
Whatever tomorrow brings, I'll be thereI'll be there
So if I decide to waiver my chance to be one of the hive Will I choose water over wine and hold my own and drive? It's driven me before And it seems to be the way that everyone else gets around But lately I'm beginning to find that When I drive myself my light is found
Whatever tomorrow brings, I'll be there With open arms and open eyes yeah Whatever tomorrow brings, I'll be thereI'll be there
Would you choose the water over wine Hold the wheel and drive
Que eu sempre admirei pela postura, já se deixaram apanhar nas redes do sensacionalismo publicitário de forma que considero pouco honesta.
Depois de ontem ter ficado presa à tv antes - na expectativa - e depois - de boca aberta - de "falarem à nação" e ficar a pensar "mas que foi esta merda?", descobre-se que n passava de uma manobra publicitária.
E pronto, mais uns que se aproveitam do efeito que têm nos lorpas para os levar pela certa.