23 fevereiro 2008

Este Natal...

Recebi uma prenda daquelas que não é para todo o ano, mas sim para todos os dias... Várias vezes ao dia.


Apresento-vos a minha auxiliar na sobrevivência diária :P

Dias







Voltei ao mundo!


Sobrevivi à época de exames sem deixar que nenhuma cadeira sobrevivesse indevidamente mas, apesar dos 2 dias de férias roubados às aulas do novo semestre, o cansaço tem sido muito.

Anyway, na semana passada fui com o J a Badajoz -sim, adeus ó Elvas, esse mesmo- e como passamos um bom tempo à seca, entretive-me a tirar fotos com o meu télelé novo, muito mais prático que a minha máquina digital, cuja utilização depende de previsões com o mínimo de 12h de antecedência.


Nunca fui muito dada à fotografia, mas gostei de algumas das fotos que tirei - apesar de pelos vistos ser a única, por isso aqui ficam.












29 janeiro 2008

Crónica de RAP

À falta dos Gatos, aqui fica um entretenimento made by RAP. Li na Visão e agora decidi procurar versão virtual para pôr aqui, pq achei mesmo engraçado

Terrorismo é uma coisa, estupidez é outra


Os serviços secretos de Espanha andam a brincar connosco. Há uns séculos, os espanhóis levaram uns bofetões de uma profissional da indústria da panificação, e não deve passar um dia em que não pensem na vingança. Na semana passada comunicaram-nos que a Al Qaeda ameaça praticar actos terroristas em Portugal. E nós, parvos, acreditámos. Até onde chega a credulidade dos portugueses… Primeiro acreditámos no Sócrates, e agora nos espanhóis. Há que aprender a lição.

Como é evidente, só um terrorista muito estúpido é que vem exercer a profissão para cá. Com a vigilância que existe, hoje em dia, nos aeroportos, os terroristas só podem entrar no País de carro. E vir andar de carro para as nossas estradas é das decisões mais obtusas que uma pessoa pode tomar. É verdade que eles são suicidas, mas não exageremos. Vai uma grande diferença entre ser suicida e ser burro. (Faltou dizer que, com os buracos nas estradas, provavelmente a bomba rebentava antes de o terrorista chegar ao destino!!)

Por outro lado, os terroristas que tiverem a infeliz ideia de entrar no País terão de construir a bomba cá. Não se faz uma viagem Paquistão-Portugal com um engenho explosivo debaixo do braço. Há que ir a uma loja comprar peças. E é aqui que as chatices começam. «Esta peça, só mandando vir do estrangeiro, chefe. Daqui a duas semanas mete-se o Carnaval, por isso agora só em Março.»
Se o explosivo levar combustível, pior ainda. Eles que vejam o preço a que está a nossa gasolina, a ver se continua a apetecer-lhes rebentar coisas. É muito fácil apanhar terroristas em Portugal. São os tipos de turbante que estão nas bombas da Galp a chorar. Os que lá andam a chorar sem turbante somos nós.


E depois temos as contingências inerentes a uma actividade tão perigosa como é o fabrico de um engenho explosivo. O terrorista corre inúmeros riscos, o maior dos quais é ir parar a um hospital português. Basicamente, o sistema de saúde português oferece-lhe três hipóteses: pode morrer no caminho, pode morrer na sala de espera e pode morrer já dentro do hospital. É certo que o esperam 71 virgens no Paraíso, mas aposto que, para morrer num hospital português, o terrorista fica em lista de espera até as virgens serem septuagenárias, altura em que a virgindade perde muito do seu encanto.
Quando, finalmente, os terroristas conseguem reunir condições para construir a bomba, o prédio que tinham planeado mandar pelos ares já explodiu há dois meses, ou por mau funcionamento da canalização do gás, ou porque o esquentador de quatro ou cinco condóminos está instalado na casa de banho. Portugal pode ser um bom destino turístico, mas para fazer terrorismo não tem condições nenhumas.


in http://aeiou.visao.pt/Opiniao/ricardoaraujopereira/Pages/Terrorismoeumacoisaestupidezeoutra.aspx

Pelos vistos, o terrorista pode também ser enfiado nú num taxi e recambiado para casa...